‘Músicas que levam o M. Shadows ao espaço’

Postado por Thammy Sartori - 19/10/2017 - Sem comentários

A Billboard tem um quadro chamado ‘Takeover Tuesday’, que consiste no artista montar uma playlist de músicas com o assunto desejado por ele mesmo e explicar o por quê.
Está semana o escolhido para mostrar a playlist foi o M. Shadows e o assunto foi: ‘Músicas que me levam para o espaço’.

“Quando eu estou sozinho fico me perguntando coisas que muitos de nós questionam em algum momento da vida, então eu olho para as estrelas sabendo que a resposta está lá em algum lugar, só esperando para ser descoberta.
A música e o espaço colidem para mim, acho os dois incrivelmente estimulantes.”

Confira a playlist espacial do M. Shadows:

 

1- David Bowie – “Blackstar”
“Eu ouvi essa música pela primeira vez depois que ele faleceu. Seus arranjos, o assunto e o vídeo fazem dela uma coisa de outro mundo. É longo, mas vale a pena o tempo gasto.”

2/3 – Pink Floyd – “Brain Damage” / “Eclipse”
“As últimas duas músicas do ‘Dark Side of the Moon’ combinam o elemento humano e o nosso anseio por respostas de uma forma que faz minha cabeça quase explodir.”

4 – Elton John – “Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding”
“Essa música é aquela que ouço para me aquecer para os shows, a cada vez que ouço parece mais especial do que a primeira vez que ouvi.

5 – Daft Punk – “Contact”
Do diálogo bem acima da Terra até o soar da partida em direção às estrelas, essa reproduz uma pintura vivida.

6 – Gustav Holst – “Mars: Bringer of War”
“Eu só ouvi está música ao vivo no Hollywood Bowl. É uma representação incrível do que nós achamos que deva ser a violência no espaço.”

7 -Dream Theater – “Disappear”
“Eles trazem uma imagem sombria com está música. A atmosfera dela faz com que uma lágrima sempre role quando ouço.”

8 – Rainbow – “Gates of Babylon”
A ponte por si só pertence a essa lista. Lindos acordes. A mente voa…

9 – Ghost B.C. – “Genesis”
“A última faixa do álbum de estreia deles, você se sente em uma viagem sem volta no pelo espaço.”

10 – Avenged Sevenfold – “Fermi Paradox”
“Está música tem muitas perguntas, como, se a vida fora do nosso planeta existe, onde está?”

11 – Soundgarden  – “Black Hole Sun”
“Está música tem acordes maravilhosos que poderiam ter sido feitas para um álbum dos Beatles. O Chris brilhou nesta música.”

12 – Beethoven – “Moonlight Sonata”
“De longe são os acordes mais emocionantes que já tive o prazer de ouvir. Sempre que viajamos eu escuto essa música, na decolagem e no pouso, olhando o horizonte. Se voamos de noite enquanto a lua está no céu, também dá para ir longe enquanto ouço está música.”

13 – Elton John – “Rocket Man”
“O pensamento de deixar este mundo e ir explorar novas fronteiras, deixando para traz as pessoas que ama é de quebrar o coração.”

14 – Pink Floyd – “Shine on You Crazy Diamond Parts 6-9”
“Está é uma reprise de outra música perfeita, mas o jeito que eles mudaram os elementos e introduziram algo mais sombrio, me faz viajar todas as vezes que ouço.”

15 – David Bowie – “Space Oddity”
“Outra história esmagadora. Major Tom perdido para sempre no espaço e com ele um pedaço de cada um de nós.”

16 – Avenged Sevenfold – “Exist”
“Escrevemos está música sobre o Big Bang, a reflexão humana e sobre o futuro. Se está música não pudesse estar em uma playlist sobre espaço, eu não sei mais onde ela estaria.”

“Fazia tempo que não tínhamos que conquistar uma plateia que normalmente é hostil.” M. Shadows

Postado por Thammy Sartori - 25/07/2017 - Sem comentários

Em entrevista para a revista Metal Hammer, M. Shadows e Synyster Gates contam sobre o relacionamento entre os integrantes da banda, o que pensam enquanto estão compondo, o lançamento surpresa do álbum ‘The Stage’ e sobre as músicas do ‘The Stage Experience’.

Confira tradução completa:

“Meu café da manhã favorito é definitivamente o inglês,” diz M Shadows a caminho de um hotel luxuoso em Manhattan. “Vamos fazer essa entrevista comendo esse café da manhã!”
O tom do vocalista do A7X está jovial e relaxado hoje, como se ele não tive com o que se preocupar. É surpreendente, considerando que sua banda teve de cancelar um show com o Metallica na Filadélfia, que era o segundo show da turnê World Wired. Após a primeira apresentação das bandas, em Baltimore, Synsyter Gates teve de voltar para casa pois sua esposa, Michelle, entrou em trabalho de parto pré-maturo.
“Baltimore foi um show incrível! E pensamos ‘nossa, isso vai ser foda’. E aí: não. Isso foi um belo soco no estômago porque tinha 52.000 pessoas com ingressos. E muitas dessas pessoas compraram os ingressos com o pacote completo, e então elas ficam chateadas e você não pode fazer nada por elas, pois no ingresso não tem o seu nome.
Isso até poderia ter causado uma super discórdia entre a banda, mas foi o contrário. Não só o A7X é uma banda de amigos muito próximos, como Synyster Gates e M.Shadows são cunhados. “Ainda bem que tenho meus melhores amigos nessa banda,” diz Gates no dia seguinte no camarim do show em Nova Jersey. Eles não me fizeram sentir nenhum pouco culpado por dizer ‘preciso cancelar o show com o Metallica, caras.’ Eles me olharam e disseram, “Vai logo, porra! Vá se tornar pai!”. Créditos ao Metallica também, eles me apoiaram muito. James veio aqui há um segundo para me parabenizar – os caras exalam classe e nós aprendemos demais com eles. Somos muito sortudos de passarmos esse tempo juntos.” No cantinho do camarim, Shadows está fazendo aquecimento vocal.
Não é nenhuma surpresa que há tanta solidariedade entorno do Avenged Sevenfold. Após o falecimento de Jimmy “The Rev ” Sullivan, eles estão ligados a um laço emocional muito forte, o que os fizeram seguir seus caminhos nos seus próprios termos. Um grande exemplo é o sétimo álbum da banda, “The Stage” que elevou o estilo da banda a um metal mais progressivo e orquestral.
“Uma coisa que amo nessa banda é que não temos medo. A última coisa que passa pela nossa cabeça é escrever algo que o público irá gostar. A gente apenas escreve o que nós queremos.”
Essa atitude se estende em todos os aspectos relacionados a banda. O lançamento de “The Stage” teve um ato ousado quando o vocalista do Fozzy, Chris Jericho, fingiu que deixou escapar informação sobre o então álbum “Voltaic Oceans”, com lançamento para dezembro. Assim, quando a banda realmente lançou seu álbum mais cedo do que a data “vazada” por Chris, todos foram pegos desprevenidos. Eles foram a primeira banda de metal a fazer um lançamento surpresa, com uma apresentação ao vivo no topo da gravadora. Como resultado, o álbum vendeu 76.000 cópias na primeira semana. Parece bastante. mas para o A7X , esse foi seu menor número numa década e eles não se importam com isso.
“Eu realmente não ligo pra isso. Na verdade, se você começar a ligar pra isso, tudo desmorona. Sabíamos que se não lançássemos de surpresa, teríamos um número diferente. Às vezes no fundo do seu cérebro você pensa “Foda-se”. Nós subestimamos tudo que empurra música as pessoas, todos foram pegos desprevenidos. As rádios não queriam pegar o “The Stage” porque diziam que não era novidade mais, as revistas não queriam fazer resenha do álbum, pois eles já tinha sido lançado. Essas são coisas que nunca pensamos antes, a gente só queria que fosse divertido. “Todos perguntando se mudaríamos alguma coisa” diz Gates no dia seguinte, “e a resposta é ‘Não, mas talvez’.” Pra gente, a recepção do álbum foi incrível. Lançar uma música de 9 minutos foi a coisa mais inteligente a fazer? Talvez não, mas temos a consciência de que, pra gente, era o certo a ser feito e ainda há mais sete músicas para serem lançada que foram gravadas na mesma época que “The Stage” estava sendo gravado. Elas estarão disponível aos poucos para os fãs. Shadows não quer dar muita informação sobre elas, preferindo manter os elementos sob sigilo, mas ele demonstra estar empolgado por entregar mais agrados inesperados. “Fizemos seis covers e uma música que simplesmente não se encaixava no álbum. Até o final do ano, haverá 18 faixas que chamamos de The Stage Experience”, conta Matt.
Ao fazer as coisas dessa forma, a banda pretende promover o álbum até 2019. “Nós tocamos nosso primeiro show nos Estados Unidos há três semanas. O álbum lançou não faz um ano. É tudo muito complicado” diz Shadows.
Mesmo sendo complicado ou quais sejam os números finais, o A7X está apoiando o Metallica. Então, estão fazendo algo certo. Eles não podem usar o mesmo palco que criaram para a turnê na Europa e Reino Unido, mas isso não os incomoda. O show começa e está dia ainda e tudo que eles têm é um efeito pirotécnico atrás deles. Eles sequer tem seus nomes no banner. Acontece que eles não precisam. Do momento que eles sobem ao palco, eles ficam muito confortáveis, não importa se é uma grande arena ou se os gigantes do metal vão tocar depois deles. “É um ato de humildade” diz Gates. É uma energia diferente tocar para todos aqueles fãs que não são seus, mas é inspirador pois você se dá conta que não se pode acomodar e que há muita estrada pela frente. Você tem que curtir todo o processo e colocar 110% do seu coração em tudo que faz.”
Shadows diz que tem que se confiar na música. “Fazia tempo que não tínhamos que ir até lá, tocar durante o dia e conquistar uma plateia que normalmente é hostil. É algo legal de fazer, algo que nos trouxeram aqui, que é trabalhar duro. Transformar descrentes em crentes. Mostrar a eles que podemos tocar e que pertencemos àquele lugar. A gente acredita demais que pertencemos àquele lugar.”
Isso é muito claro durante o set, principalmente durante a canção Nightmare, que a platéia canta em coro. A banda recebe o triunfo e todos aproveitam muito, menos Gates. “Depois do show, voo direto pra casa. Não pretendo ficam muito bêbado como provavelmente ficaria após um show do Metallica, talvez eu beba apenas um vinho branco no caminho…ou dois. Talvez três.”
Ele esboça um sorriso feliz. E porque não estaria feliz? Ele agora é pai, sua banda está tocando com o Metallica e seus planos de dominar o mundo estão se concretizando. Um café da manhã após o outro.

Tradução: Paula Quissack

“Ninguém consegue te ensinar como é estar em uma banda” – Synyster Gates

Postado por Thammy Sartori - 23/07/2017 - Sem comentários

Em entrevista para “The Star”, Synyster Gates contou sobre o convite do Metallica para participar de sua turnê, como ele realmente se sente em questão ao álbum ‘The Stage”, se ele entrou no mundo da música por conta de seu pai e como foram os anos antes do sucesso da banda.

Confira tradução:

O convite inesperado do Metallica para sair em turnê com eles, fazendo os cinco integrantes abandonarem a promoção do seu próprio cd ‘The Stage’, após a produção e o grande investimento que tiveram no palco. Aceitando o convite deles, dependendo do ponto de vista, a banda abandonou os esforços para chegar ao topo, como fizeram em 2010 com Nightmare e 2013 em Hail to the King.

Porém o guitarrista, Synyster Gates, diz que a banda não está se importando com isso.

“Bem, tem aquela consideração que você chega a um ponto quando você é headliner, mas certamente não fazemos shows em estádios ainda” diz Synyster Gates em nome dos outros integrantes da banda.

“Nós achamos que este convite foi sensacional e não queríamos deixar essa oportunidade, de tocar com nossa banda favorita, passar. São ótimos amigos que tem sido tão legais conosco durante anos. Estamos honrados que a primeira escolha deles foi o Avenged Sevenfold. Então para mim, é um pequeno sacrifício a se fazer, no qual eu não estou sentido que seja, estou me divertindo muito.”.

O Avenged Sevenfold está tendo um tempo limitado de 74 minutos no palco, já que a turnê é do Metallica, até a banda voltar com sua própria turnê.

Produzido por Jose Barresi, o álbum (The Stage) é provavelmente o que tem mais aventuras, já que as músicas combinam elementos de rock progressivo, metal e trash, nanobots em Paradigm, a teoria do Big Bang em Exist, a política americana em GodDamn e para os que não acreditam que exista vida extraterrestre, tem a música Fermi Paradox.

Alguns rotularam The Stage como um álbum conceitual, mas Gates prefere chamar de ‘temático’.
“Há muitos temas para ele e eu acho que eles se entrelaçam de alguma forma, mas menos de um tipo de conceito é melhor do que ter apenas um tema futurístico,”

É exatamente no que estávamos nos aprofundando, lemos muito sobre o espaço e ciência (Só posso falar sobre mim), coisas como ‘Entrepreneur Magazine’ e livros que focam em computação quântica, inteligência artificial, impressão 3D, longevidade humana e um pouco de tudo sobre coisas diferentes. À medida que você vai ficando velho e começa a beber mais café do que necessário, você começa a falar um pouco mais sobre assuntos de gente grande.

Então esses tópicos dominavam nossas conversas diárias enquanto estávamos reunindo material para o álbum.

Eu meio que equiparo The Stage ao álbum Pinkerton do Weezer, já que sou um grande fã da banda e o álbum é totalmente louco e neurótico. Só que ele mostra exatamente como a banda é, a mesma coisa acontece com o The Stage, isso é quem somos. Não consigo nos imaginar fazendo algo mais legal ou melhor do que fizemos no The Stage, e eu sinto que demos tudo de nós.”

O álbum também conta com a presença de Neil deGrasse Tyson, um astrofísico e apresentador de TV, que entrega um monólogo que te faz pensar e é super esperançoso na última faixa do álbum, Exist.

Gates diz não ter certeza se o Tyson chegou ouvir a música do Avenged Sevenfold.

“Eu duvido que ele seja fã da banda, mas nunca se sabe. Ele é um cara muito legal e gosta muito de ensinar as pessoas – o que é ótimo – é muito altruísta, quase um filantropo.

Acho que nós estávamos levando nosso trabalho tão a sério, feito nossa lição de casa e estávamos apaixonados na ideia de apelar para ele. Não acho que ele se prejudicou por conta do gênero da música, ele só queria que aquilo ficasse autêntico. – Eu espero e acredito que ele tenha sentido que era – ficamos muito honrados em tê-lo e pelo fato que ele levaria esses roqueiros bêbados ter uma obra prima para fechar o álbum, é o mais longe pensei em chegar.”

Uma nota: O pai do Gates é guitarrista, comediante e autor, já trabalhou com ‘Sam Sham And The Pharaohs’, ‘Norman Whitfield’ e o ventríloquo ‘Jeff Dunham’ e também fez participações nos últimos seis álbuns da banda.
Gates já recebeu alguma dica de negócios de seu pai durante sua carreira na banda?

“Eu não colocaria assim, eu sempre soube que queria ser musicista por causa dele. Não tinha duvida alguma que eu faria o que o meu pai fez, mas isso não era algo tipo ‘negócio da família’.

Eu não acho que alguém consiga te ensinar como é estar em uma banda. Os primeiros anos da banda é algo único, você não consegue acreditar que passou anos em uma van ou na merda de um carro, comendo – se com sorte – um dollar por dia e dividindo um “Taco Bell Burritos’ em três refeições, – café da manhã, almoço e janta – Isso tudo em um dia bom. Você fica rapidamente sem dinheiro, mas éramos jovens e roubamos muita cerveja e bebidas quentes, mas finalmente chegamos lá!”

Os 10 álbuns de Metal favoritos do M. Shadows – Parte II

Postado por Thammy Sartori - 17/07/2017 - Sem comentários

Em entrevista para a Rolling StoneM. Shadows citou seus 10 álbuns de Metal favoritos e contou o significado por trás de cada um deles.
Confira a segunda parte da tradução: (Para ler a primeira parte, basta clicar aqui)

 

Megadeth, ‘Countdown to Extinction’ (1992)
Eu lembro de ouvir KNAC e eles tocaram “Sweating Bullets” e foi tipo: “O que é isso? Esse cara está narrando essa coisa enquanto toca essa música assustadora”, então no outro dia eu comprei o ábum “Countdown to Extinction”.
Enquanto eu ouvia o álbum teve a frase “Fucking Hostile” (Hostil para caralho) e o meu pai ouviu e falou “Você não está ouvindo isso, né? O cara disso ‘Hostil para caralho’.” E eu “Não, não está. É Megadeth, você precisa ouvir!”. E ele ficou “Tá, ok”. No outro dia meu pai voltou “Este álbum é inacreditável!” e começou a comprar os cds do Megadeth.
Era acessível e muito bom, a voz do Dave Mustaine era sinistra, mas no álbum soava tão limpa, perfeita, era ótima.
Conforme fui ficando mais velho, comecei a perceber o quão inacreditável Marty Friedman era naquele álbum. E de novo, voltamos as letras, eu ficava “Isto se conecta comigo, eu entendo isso, eu entendo essas coisas sobre heavy metal”. Toda aquela era me trouxe até aqui, com tantas músicas e álbuns bons.

 

Metallica, ‘Master of Puppets’ (1986)
O “Black Album” foi minha introdução ao Metallica. Eu tinha 12 ou 13 anos naquela época e estava conhecendo música ainda. Eu amei aquele álbum, mas não mudou minha vida necessariamente. Quando eu comecei ouvir todos os álbuns do Metallica, o ‘Master of Puppets’ foi o que me chamou atenção com aquelas letras. Eu nunca tinha ouvido elementos trashs daquele jeito. Eu ouvia muito Slayer naquela época e nunca  um álbum tinha me pegado de jeito como o ‘Master of Puppets’, mesmo eles sendo muito bons. O álbum tinha letras e aqueles elementos trashs que eu nunca tinha ouvido antes. Se eu fosse tocar qualquer coisa para alguém que me perguntasse “O que é Metal?” eu com certeza tocaria o ‘Master of Puppets’.
As progressões e as conexões são brilhantes. Quantas vezes as pessoas tentam fazer aquelas conexões onde tudo vem abaixo, daí vão para caminhos diferentes e ainda tentam voltar. Só que ninguém consegue fazer tão bem quanto a própria música. O álbum tem muita diversidade, o que mantém o interesse nele também. É inacreditável do começo ao fim, é brilhantes, somente.

 

Pantera, ‘Far Beyond Driven’ (1994)
The Rev me apresentou este álbum, já que ele era muito fã de Pantera. Na época que eu ouvi ‘Far Beyond Driven’ eu estava ouvindo muito punk rock, como Bad Religion e NOFX. Quando ouvi a rapidez de ‘Strength Beyond Strength’ e os grooves de ‘Becoming’ e ‘Five Minutes Alone’, o Dime tocando, a voz do Phil e o jeito que ele cantava, que não eram só gritos, ouvi as melodias no meio daquela agressão toda. Eu nunca me arrependi.
Eu sempre gostei mais desse álbum do que dos anteriores, mesmo tendo músicas ótimas como ‘Cowboys’ e ‘Vulgar’. Para mim, Far Beyond Driven tem uma energia imensa e agressão pura e eu sempre amei isso. Sempre achei ele muito foda e tem sido meu álbum favorito do Pantera.
A primeira metade do álbum tem grandes batidas e a segunda metade tem coisas bem interessantes. Minha favorita é ‘Slaughtered’, não tem melodia nesta música, é agressão pura. E a música ‘[Hard Lines,] Sunken Cheeks’ que tem, para mim, o melhor solo que o Dimebag já fez na vida.

 

Queensryche, ‘Operation: Mindcrime’ (1988)
Meu pai me apresentou à este álbum. Um dia estavamos falando de músicas que ele cresceu ouvindo e ‘Operation: Mindcrime’ era um que ele sempre citava. Ele sempre dizia que era ‘o melhor álbum conceitual de todos os tempos’ e um dia eu parei pra ouvir e amei. Eu fiquei “Eles só tem hits, só música boa”.
O álbum tem uma história incrível e foi a primeira vez que eu ouvi o Geoff Tate cantar. Eu achei a voz dele incrível. Era suave, mas com muitas texturas. Fiquei obcecado pelo álbum.
Eu colocaria este álbum e o Scenes From a Memory do Dream Theater no topo da lista. É o tipo de álbum que você pode mostrar para qualquer pessoa, até as que não gostam de metal, que eles vão gostar. São bons e incríveis neste nível.

 

System of a Down, ‘Toxicity’ (2001)
Eu ia bastante à São Francisco para fazer tatuagens e a primeira vez que eu ouvi SOAD foi em uma loja do tatuagem, mas não me impactou. Porém, teve esse dia que o Brian me ligou e disse “Cara, eu acabei de ouvir essa música chamada ‘Chop Suey’ do System of a Down, é inacreditável!”. Quando ele levou o álbum até minha casa eu fiquei perplexo como algo poderia ser tão melódio, esquizofrênico e intenso, tudo junto. Eu pensei “Bom, não tem chance de ter alguma música melhor do que está neste cd”. Então ouvi ‘Prison Song’ e todas as outras e fiquei louco, eu nunca tinha ouvido algo tão esquizofrênico na vida.
Anos depois eu descobri que eles eram muito fãs de Mr. Bungle, que os influenciou muito, então eles adicionaram algo pesado naquilo. Eles tornaram as músicas mais atraente para o público. E eles tem essa vibe de oriente médio também, que eu nunca tinha ouvido antes. Então, nos marcou muito, pois até hoje só ouvimos eles fazendo esse tipo de coisa no Metal e é insano.

Os 10 álbuns de Metal favoritos do M. Shadows – Parte I

Postado por Thammy Sartori - 14/07/2017 - 1 comentário

Em uma entrevista para a Rolling Stone, M. Shadows citou seus 10 álbuns de Metal favoritos e contou o significado por trás de cada um.
Confira a primeira parte:

“Quando eu fiz essa lista eu tentei buscar álbuns que realmente me impactaram em termos de estilo, tipo: ‘Uau, você consegue fazer isso com o Heavy Metal’. Então, pensei nos momentos que marcaram minha vida quando eu ouvi algo diferente, que provocou algo em mim.” M. Shadows

 
At the Gates, ‘Slaughter of the Soul’ (1995)
Eu ia todos os dias após o colégio na Bionic Records, e lá tinha um cara chamado Mike, ele só tocava Death Metal, Thrash Metal, Black Metal na loja enquanto trabalhava. Ele me apresentou In Flames e Dark Tranquillity.
Um dia ele me apresentou At The Gates. Eu entrei e perguntei ‘O que é isso?’ porquê era bem punk rock. Eu estava amando a velocidade e ferocidade daquilo. Eu estava tipo: ‘Bom, nem todas as músicas podem ser assim, isso é inacreditável’. E ele: ‘Pegue o álbum Slaughter of the Soul, você vai me agradecer depois.’
Eu estava ouvindo em meu carro e o álbum era como se alguém tivesse esmagando seu rosto com tijoladas. Os riffs eram bons, as letras eram boas, o álbum soava muito bom. Até tinha uns momentos suaves, mas quando isso acontecia do nada voltava a pancadaria. Então, pra mim esse álbum mudou tudo, porquê eu entendi que tinha bandas que tocavam coisas mais pesadas, fortes e melhor que qualquer outra. Também fazendo ótimas letras, que eram de certa forma bastante melódicas.
Depois eu ouvi muitas bandas de black metal e pra mim os riffs não eram tão bons quanto o At The Gates. O álbum ficou no meu carro durante um ano inteiro e eu mostrava para todo mundo. Eu acho que usamos bastante dele no Avenged. Foi um grande álbum pra mim.
Nós tocamos com eles na Bélgica quando eles se reuniram. Eu imaginava que eles usavam um look totalmente louco, mas foi engraçado porque eles são totalmente normais. Eu fiquei: ‘Uau, isso é louco, vocês são totalmente iguais a mim, cara’.

 

Dream Theater, ‘Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory’ (1999)
Esse foi o primeiro álbum do Dream Theater que eu dei uma chance. Eu me lembro de estar na Warped Tour em 2004, talvez, e o The Rev estava ouvindo isso na van. Nós tínhamos um novo cd player e ele estava ouvindo enquanto dirigia. Eu lembro que eu peguei o cd e coloquei no walkman, sentei no fundo da van para ouvir e absorver o álbum.
Eu amei a história dele, eu amei tudo sobre o Dream Theater naquele álbum. Depois de ouvir, eu estava pronto para voltar e ouvir a discografia completa. Aquele álbum mudou tudo porque foi a primeira vez que eu ouvi a história de um álbum e eu não tinha ouvido ‘Operation: Mindcrime’ ainda.
Esse foi o primeiro álbum que eu me aprofundei e mudou minha forma de pensar nas coisas. As coisas se encaixam tão perfeitamente neste álbum e as melodias são brilhantes. Foi a primeira vez que ouvi John Petrucci tocar guitarra, além de ser um dos guitarristas mais respeitados, é subestimado, porque eu sinto que ele não é apenas brilhante na técnica, mas também ele coloca emoção na guitarra toda vez que toca.
Este álbum me mostrou que você pode contar uma história tocando Heavy Metal, pode colocar muita coisa em um cd e nem sempre precisa ser músicas simples, pode fazer dele uma aventura. Isso realmente abriu meus olhos.

 

Helloween, ‘Keeper of the Seven Keys: Part II’ (1988)

Eu ouvi a música “I Want Out” em uma loja de tatuagem em San Jose. Fui à algumas lojas de cds, comprei álbuns do Maiden e de alguns power metal Europeus. Então ouvi essa música e fiquei “Sem chance que possa existir uma música tão nítida, limpa e ótima como está”. Então comprei ‘Keeper of the Seven Keys Part I and II’, que vieram juntos, e as músicas eram tão bem trabalhadas que poderiam ser músicas pop.
Temos o Michael Kiske que provavelmente é um dos meus vocalistas favoritos de todos os tempos, ele é impressionante. – sua voz chega ao topo sem esforço algum, é inacreditável, não parece que ele está tentando. Ele é o tipo de vocalista que é tão subestimado, porquê as pessoas nunca falam dele. Digo, você nunca encontraria o CD deles em uma Best Buy, teria que encomendar e agora finalmente já tem no iTunes. As letras são brilhantes, seria algo que o Iron Maiden faria se tivessem fazendo algo mais pop.
Esse álbum me mostrou o que é possível fazer dentro do metal melódico. Você nem sempre precisa ser audacioso e vulnerável igual ao Korn ou insano como o System. Em algumas partes parece punk rock, mas também é suave e tem ótimas letras.
Você pode perceber que este álbum influenciou o “Beast and the Harlot”. Tem algumas músicas que foi tipo: “Ok, aqui temos uma parte ótima no piano, faça uma grande progressão em cima disso”.
É um daqueles álbuns que, para mim, lembra parte da minha infância, mas quando você mostra para os outros eles ficam “Que porra é essa? Quem é esse cara cantando?” E eu sempre achei isso engraçado.

 

Iron Maiden, ‘The Number of the Beast’ (1982)

O primeiro álbum do Maiden que eu comprei foi o “Piece of Mind”, e eu só comprei porque a arte do álbum era legal e todos falavam sobre Iron Maiden, eles não eram necessariamente uma banda importante para uma criança de 12 anos na America, que foi quando eu os descobri. Então, eu ouvi o Piece of Mind e foi difícil acompanhar as músicas, com tantos solos diferentes acontecendo.
Comecei a comprar mais álbuns deles, mas “Number of the Beast” foi o que me tornou fã deles.
Eu amei as letras, era conciso, tinha tantos elementos bons e duelos de guitarras. Eu já tinha ouvido In Flames e coisas do tipo, mas eu não sabia da onde eles tinham tirado toda a influência.
Aquele álbum mudou tudo pra mim, lembro de mostrar ao Brian e Zacky e eles disseram: “Cara, esse duelo de guitarras é muito louco, olha o que eles estão fazendo! In Flames faz isso também, mas aqui é totalmente diferente, o jeito que eles colocaram isso é diferente e é muito bom”. Eu me lembro que este álbum nos mudou, que era ok ter vários solos em uma música e de repente mudar a melodia.
Logo, esse álbum foi uma grande influência para o Avenged Sevenfold, com certeza.

 

Korn, ‘Korn’ (1994)
Naquela época eu estava ouvindo mais músicas pesadas, eu conheci o Pantera por causa do The Rev. Um dia eu estava dirigindo e tocou “Blind” no rádio e eu lembrei do Phil Anselmo, porque parecia ele cantando, mas nessa música ele estava ‘rosnando’. Parecia mais escuro e assustador, então eu tive a sensação de nunca ter ouvido música antes.
Depois eu descobri que aquilo era Korn, perguntei à todos se conheciam, mas ninguém sabia o que era. No outro dia eu fui a loja de cds e comprei um álbum deles, o que foi um momento inesquecível, pois quando eu ouvi o álbum eu tive certeza que nunca ouvi nada parecido antes. As pessoas chamavam aquilo de ‘nu-metal’ ou algo do tipo, mas parecia outra coisa para mim, parecia ‘funky’ e ‘tortura’. Tinha todos esses elementos que eu nunca tinha ouvido antes, então esse álbum me marcou muito.
Jonathan Davis tinha uma vulnerabilidade que o Phil não tinha. Phil era tipo “alfa”, era bem direto na maioria das vezes e então tinha o Jonathan que na maioria das vezes estava cantando e berrando ao mesmo tempo.

Músicas da BBC disponíveis

Postado por Rodrigo Porto - 27/02/2017 - Sem comentários

A7X BBC Radio 1

O site da BBC disponibilizou a performance do Avenged Sevenfold para ouvir online neste link .

Setlist:
Hail To The King
God Damn
Nightmare
The Stage

Além de uma pequena entrevista com Synyster Gates.

E neste link você pode conferir algumas fotos de como foi.

PS: Para ouvir todas ma músicas seguidas, basta clicar na foto nova que fica em cima do site.

Redes Sociais

Último Vídeo

Turnê


    12/01 – Nashville, Tennessee
    14/01 – Grand Rapids, Michigan
    16/01 – Reading, Pensilvânia
    17/01 – State College, Pensilvânia
    19/01 – Quebec, Canadá
    21/01 – Ottawa, Canadá
    22/01 – Hamilton, Canadá
    24/01 – Green Bay, Wisconsin
    25/01 – Peoria, Illinois
    27/01 – Sioux Falls, Dakota do Sul
    31/01 – Biloxi, Mississippi
    02/02 – North Little Rock, Arkansas
    03/02 – Evansville, Indiana
    06/02 – Wichita, Kansas
    08/02 – Lincoln, Nebraska
    09/02 – Cedar Rapids, Iowa
    11/02 – Fargo, Dakota do Norte
    12/02 – Winnipeg, Canadá
    14/02 – Saskatoon, Canadá
    15/02 – Edmonton, Canadá
    17/02 – Vancouver, Canadá

Facebook