M. Shadows fala sobre a indicação ao Grammy Awards

Postado por Thammy Sartori - 29/11/2017 - Sem comentários

Em entrevista ao Los Angeles Times, M. Shadows falou sobre a primeira indicação do Avenged Sevenfold ao Grammy Awards.

Confira tradução:

Foi surpreendente saber que o Avenged Sevenfold nunca havia sido nomeado para esta premiação.
Então parabéns!

Sim, sabe, todos os anos revelavam os indicados e tínhamos lançado um grande álbum, mas nunca fomos indicados para nada. Então a gente meio que aceitou que nunca seríamos indicados e era daquele jeito que ia sempre ser. Logo, foi uma ótima surpresa.

O sentimento desta indicação é como uma aceitação?

Ela veio em uma boa época para nós. Quando éramos mais novos, essas coisas eram tipo ‘Nós não nos importamos com premiações, estamos fazendo nossas coisas por aí’.
E eu penso em algumas perspectivas da nossa carreira e sobre as perspectivas de como essas coisas funcionam, estamos muito agradecidos neste ponto de nossas vidas de sermos aceitos e aparecer. É uma música de rock em uma premiação que é televisionada, estamos muito gratos por isso.
Estar lá com o Foo Fighters, o Metallica e todas as outras bandas de rock nos deixa mais animados ainda. Estamos concorrendo contra alguns gigantes da música, mas isso tudo não é sobre ganhar, estamos felizes por sermos reconhecidos.

M. Shadows sobre depressão: Nunca diga para alguém ‘Supere logo isso’.

Postado por Thammy Sartori - 20/11/2017 - Sem comentários

Em entrevista para a NME, M. Shadows falou sobre o tabu que é o assunto ‘depressão‘ ainda, como ele passou a entender as pessoas que sofrem com este problema e sobre ter sofrido por três anos com depressão.

Confira a tradução completa:

“Eu sei o quão escuro e terrível é!”

O vocalista do Avenged Sevenfold, M.Shadows falou sobre saúde mental, encorajando as pessoas a nunca dizer para alguém que sofre com depressão para ‘superar logo isso’. Pedindo para a sociedade ser mais aberta e compreensiva sobre depressão e ansiedade.

“Eu sempre me abri sobre essas coisas com os meus amigos. Eu tive amigos que sofreram depressão ou tomavam remédios porque suas glândulas pituitárias não estavam fornecendo hormônios suficientes. Eu estive próximo de muita gente que teve esse tipo de problema e disponível para conversar.

O tabu sobre este assunto é desanimador, porque todo mundo neste planeta passa por coisas difíceis em algum momento, então temos que estar lá por eles. Algumas pessoas vão passar por momentos mais obscuros e não vão conseguir sair deles sozinhos. Precisam de pessoas ou ajuda medicinal, precisam de algo que possam fazer ou de pessoas para conversar.

Aqueles que não entendem muito bem sobre saúde mental, não vão saber como as outras pessoas se sentem quando tem depressão. Você precisa se colocar na situação da pessoa, isso leva muito tempo e trabalho para entender o que a pessoa vem passando e fazer o melhor para ajuda-la, pois é importante. Vamos perder muita gente ainda se não entendermos nada sobre isso.”.

Após a perda do Chester Bennington no início do ano, Shadows enfatizou que para todos que estão dispostos a conversar tem que ter alguém que entenda o suficiente para escutar. Ele não entendia a depressão até o dia que o membro de sua banda faleceu e ele passou por isso.

“Tudo que posso dizer é que eu nunca saberia como é o sentimento da depressão, mesmo se me falassem várias vezes sobre ela, eu nunca entenderia a profundidade, até eu perder o Jimmy. Eu passei por isso por três anos, então eu procurei alguém que eu pudesse falar sobre, foram os três anos mais difíceis da minha vida. Eu tremia durante a noite, tinha muita ansiedade sobre qualquer coisa que eu fazia e não conseguia dormir. Uma vez que eu passei por isso durante três anos, eu nunca questionaria o estado mental de qualquer pessoa, porque eu passei por isso.

Eu sei o quão desesperador é, como é escuro e terrível e como você sente que não pode fazer nada sobre isso. Infelizmente as pessoas precisam passar por isso para entender o que os outros sentem. Tudo que posso dizer para as pessoas que acham que depressão não é real ou só dizem ‘deixe para lá e supere logo isso’, eles realmente não tem ideia de como é. Você precisa dar às pessoas o benefício da dúvida de que eles estão fazendo o melhor que podem para superar isso.”.

“Se as pessoas odeiam o que você faz significa que você está fazendo isso certo!”

Postado por Thammy Sartori - 20/11/2017 - Sem comentários

Em entrevista para a Blabbermouth, Zacky Vengeance contou como lida com os haters, se ele considera um dia tomar o lugar de bandas como Black Sabbath e Scorpions como headliners em festivais e sobre composições próprias.


Confira a tradução completa:

Se o Zacky presta atenção ao que os haters dizem sobre o Avenged Sevenfold:

Zacky: Para ser honesto, isso nunca me incomodou, nós recebemos hate desde o primeiro dia. A primeira matéria que fizeram sobre a nossa banda foi quando eu tinha dezessete anos e tínhamos acabado de lançar nosso primeiro EP. A revista disse que era o melhor álbum do mês, mas o pior álbum do mês também. Ganhamos como melhor e pior álbum do mês na mesma revista! Naquele momento eu fiquei feliz e emocionado, porque se as pessoas odeiam o que você faz significa que você está fazendo isso certo, significa que você está à frente delas e que você tem uma opinião. Nem todo mundo vai te amar e nem gostar do que você faz. Você vê muitas pessoas que não querem deixar para trás as bandas que amam e seguir em frente, elas não querem algo novo e tem medo de mudanças. Medo que as novas bandas tomem conta do gênero que elas gostam. Normalmente são as pessoas que só tem voz online e enchem o saco, tipo ‘Oh, essa banda é uma merda, eles nunca serão melhores do que tal e tal banda’. E por fim, acabou que nós estamos sendo as atrações principais de festivais e nossos shows lotam em qualquer lugar. Nosso álbum The Stage foi considerado como o pior em vendas da banda, mas ainda assim foi considerado um dos melhores álbuns de rock do ano no mundo, mesmo sendo o pior álbum. Eu acho que enquanto as pessoas tiverem uma opinião forte sobre nós, amando ou odiando, significa que estamos fazendo algo certo.

Se ele acha que o Avenged Sevenfold pode substituir bandas como Black Sabbath e Scorpions em festivais como principais atrações:

Zacky: É difícil dizer, nós somos muito sortudos por tocar nesses shows, mas é muito importante uma banda como a nossa ir lá e fazer o melhor show que pudermos. Colocar o local abaixo, tocar o mais alto que pudermos e mostrar aos fãs que o dinheiro gasto no show valeu a pena. Demorou muito tempo na carreira dessas bandas para chegar onde eles estão agora. Iron Maiden e Metallica estão maiores do que nunca, estão tocando em estádios ao redor do mundo. Parece que voltamos ao tempo que eles tocavam direto na MTV e no rádio, mas a verdade é que os fãs sabem que vai valer a pena ver um show deles. Você alcança todas as gerações, pais trazendo pais, ou trazendo os filhos e até trazendo toda a família aos shows. É por isso que os shows são tão lotados. Nós ainda somos novos e precisamos ir lá e mostrar tudo o que temos. Acredito que se perseverarmos e formos tão longe quanto essas bandas, um dia talvez tenhamos o mesmo legado deles.

Se ele já compôs alguma música que não se adequava ao Avenged Sevenfold:

Zacky: Sim, toda hora! Uma coisa boa do Avenged Sevenfold é que o estilo é muito único, podemos adicionar e incorporar vários estilos na música. Não é só thrash metal ou só hard rock, podemos colocar qualquer tipo de estilo na música e isso é ótimo para mim. Acima de tudo, eu amo punk rock e sempre que ouço alguma banda tipo Bad Religion eu penso “Wow, seria demais começar uma banda de punk rock só por diversão’. Eu também amo música suave, quase triste, somente tocada no violão, então eu sempre escrevo músicas assim em casa. Talvez algum dia eu libere as músicas, mas é difícil porque quando você é conhecido por ter uma banda como o Avenged Sevenfold, você é instantaneamente julgado. Não é como se eu tivesse dezoito anos novamente e ninguém nunca tivesse ouvido falar sobre mim e se eu liberasse uma música dessas para o mundo, ninguém teria grandes expectativas. Só que hoje em dia, pelo fato de eu ser quem eu sou e tocar na banda que eu toco, é complicado liberar alguma música sem todo mundo julgá-la por algo que ela não é.

Estávamos somente nos divertindo, se as pessoas levaram muito a sério, então isso é problema delas.

Postado por Thammy Sartori - 08/11/2017 - Sem comentários

Em entrevista para a Revolver MagazineM. Shadows conta como foi realizada a escolha dos covers, a versão Deluxe do álbum The Stage, a forma que a banda lidou com a morte do Chester Bennington e Chris Cornell e se já estão trabalhando em algo novo.

Confira a primeira parte da entrevista:

Você era próximo do Chester?

Eu não era próximo a ele, o conhecia de passagem. Eu sou muito próximo do Mike e até jogo bastante golf com o Dave Farrell.
Mike é um daqueles caras que eu iria junto ao Coachella, nós tocamos a versão demo dos nossos novos álbuns e discutimos sobre a produção. Nos tornamos muito próximos, ele o Brian e eu, então quando isso aconteceu… é difícil perder um amigo e é muito difícil ver isso acontecendo com um amigo seu, sabendo que você passou recentemente por isso.
Eu acredito que isso te fez ter muitos flashbacks da morte do The Rev.

Sim, eu acredito que estar do outro lado faz você saber melhor o que falar. As pessoas normalmente não sabem como agir quando acontece algo assim, eles não sabem se estão se aproximando de mais ou de menos, se estão falando de mais ou de menos também.
Para mim, eu sei que não há nada que você possa realmente falar, então eu disse para eles ‘Nós estamos aqui para vocês, qualquer coisa que precisa só nos chame’. Nos aproximamos algumas vezes, mas sempre respeitando o tempo de luto, deixando eles entenderem o que havia acontecido, por que não há nada que alguém possa dizer em um momento como aquele.

O que você acha sobre o Chester e o Chris Cornell tirando suas próprias vidas? Não foi só um, mas dois socos no estômago no mundo do rock.

Sim, foi surreal, totalmente surreal. A forma como tudo isso aconteceu e como eles eram amigos… É bem confuso e de quebrar o coração, porque os dois eram ótimos cantores. Soundgarden é uma das minhas bandas favoritas, tivemos a chance de vê-los na Carolina Rebellion este ano porque íamos tocar duas noites depois. Não tenho palavras, cara. É muito difícil.

Bom, vamos falar de algo mais feliz, tipo a versão Deluxe do álbum The Stage que vai ser lançado em dezembro. Da onde surgiu a ideia de adicionar todos os covers?

Quando estávamos gravando o The Stage percebemos que nunca tínhamos gravado covers adequados, nós estávamos pegando músicas, tocando da nossa forma e brincando com isso. Eu entrei com a ideia de fazer o cover de ‘Wish You Werer Here’, mas não era algo que queríamos gravar. Sempre mantemos nossos álbuns bem segmentados, nunca teve colaborações ou covers neles. Logo, a ideia era gravar vários covers e colocar em plataformas de serviços online, um dia a pessoa iria acordar e ter uma música nova para ouvir. Então, cada um escolheu uma música que queria tocar.

De todos os covers ‘The Bungle’ é a que mais fica próxima com o som da  banda. Foi uma decisão consciente evitar fazer covers de Metal?

Eu acho que uma banda de metal fazendo covers de outras bandas de metal é meio chato, é muito ‘todos já fizeram’. No passado não tivemos problemas em gravar ‘Paranoid’ ou ‘Walk’, mas hoje em dia é o mesmo estilo de banda fazendo o mesmo estilo de música e isso não nos deixa mais empolgados em fazer. O que eu amei sobre gravar ‘God Only Knows’ foi colocar nosso toque nela, transcrever as músicas e ouvir belos acordes, ver o que eles estavam fazendo na época e tentar trazer aquilo para 2017 com nosso próprio toque, um toque mais moderno, mas mantendo os ótimos detalhes que eles fizeram. Eu acho que isso foi muito importante no processo de gravação do The Stage, sentir que esses tipos de bandas nos influenciam bastante nos dias de hoje, então fez mais sentido fazer cover delas do que fazer um cover de Dio ou outra coisa parecida.

Foi intimidante ter que cantar músicas que o Mike Patton ou o Brian Wilson cantou?

Todos os covers que fizemos foram intimidantes, vocalmente falando. O negócio sobre covers é que a primeira coisa que vão notar é a voz, porque não é da mesma pessoa que fez a música. Se você ouvir o que o Axl fez com a música do Bob Dylan ‘Knockin’ On Heaven’s Door’ é totalmente diferente. Na época, a primeira versão que eu ouvi foi com o Axl cantando, tenho certeza que vários fãs do Bob Dylan disseram que a versão do Guns N’ Roses era ruim. Acho que depende da geração que você está incluso, qual versão você ouviu primeiro e qual a voz você está acostumado a ouvir. Eu estava lá tentando cantar Pink Floyd, Brian Wilson e Patton, que com certeza, são uns dos melhores vocais de metal de todos os tempos. Então pra mim foi sobre tentar ser eu mesmo, fazer o que eu faço e tentar colocar nosso toque na música, mas como vocalista, você será a primeira coisa que as pessoas vão notar.
Estávamos somente nos divertindo gravando essas músicas, se as pessoas levaram muito a sério, então isso é problema delas.

Foi bem legal ouvir o Zacky cantando em ‘Runaway’.

Sim, ele me tirou da mira dos tiros por um tempo! [Risos] Embora eu não ache que as pessoas ficaram tensas sobre o vocal do Del Shannon.
O Warren Fitzgerald tocou essa música com a gente, ficou a própria reencarnação do The Vandals ter o Brooks e o Warren tocando juntos, e claro, o Zacky é muito fã de punk rock. Então fizemos uma versão punk da música, o Zacky queria muito cantar e eu pensei que isso adicionaria um tom agradável ao álbum, ter uma voz diferente nele.
Acho também que isso possa ser algo que a gente trabalhe mais no próximo álbum, com o Zacky e o Brian cantando, por que não? Adicionando alguns elementos diferentes nele.

A música “Dose” é a única de autoria própria que vai entrar na versão deluxe e foi gravada durante o processo de criação do The Stage. Vocês estão trabalhando em algo novo já?

Já temos muito material até agora para pensar em algo novo. Nós focamos muito em um assunto para cada álbum e acho que é por isso que eles são tão diferentes um do outro. Eu acho que se a gente começar a escrever agora, nossas cabeças vão estar no The Stage e espaço ainda, então qualquer coisa que fizermos agora será uma extensão dele. Mas se daqui dois anos estivermos com o mesmo pensamento de hoje, eu seguiria feliz com esse assunto, porque eu amei o jeito que este álbum ficou.
Se a cabeça da banda e a minha estiver em outro lugar totalmente diferente daqui dois anos, eu vou aceitar totalmente também, até porque eu amo lançar álbuns polarizados.

‘Músicas que levam o M. Shadows ao espaço’

Postado por Thammy Sartori - 19/10/2017 - Sem comentários

A Billboard tem um quadro chamado ‘Takeover Tuesday’, que consiste no artista montar uma playlist de músicas com o assunto desejado por ele mesmo e explicar o por quê.
Está semana o escolhido para mostrar a playlist foi o M. Shadows e o assunto foi: ‘Músicas que me levam para o espaço’.

“Quando eu estou sozinho fico me perguntando coisas que muitos de nós questionam em algum momento da vida, então eu olho para as estrelas sabendo que a resposta está lá em algum lugar, só esperando para ser descoberta.
A música e o espaço colidem para mim, acho os dois incrivelmente estimulantes.”

Confira a playlist espacial do M. Shadows:

 

1- David Bowie – “Blackstar”
“Eu ouvi essa música pela primeira vez depois que ele faleceu. Seus arranjos, o assunto e o vídeo fazem dela uma coisa de outro mundo. É longo, mas vale a pena o tempo gasto.”

2/3 – Pink Floyd – “Brain Damage” / “Eclipse”
“As últimas duas músicas do ‘Dark Side of the Moon’ combinam o elemento humano e o nosso anseio por respostas de uma forma que faz minha cabeça quase explodir.”

4 – Elton John – “Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding”
“Essa música é aquela que ouço para me aquecer para os shows, a cada vez que ouço parece mais especial do que a primeira vez que ouvi.

5 – Daft Punk – “Contact”
Do diálogo bem acima da Terra até o soar da partida em direção às estrelas, essa reproduz uma pintura vivida.

6 – Gustav Holst – “Mars: Bringer of War”
“Eu só ouvi está música ao vivo no Hollywood Bowl. É uma representação incrível do que nós achamos que deva ser a violência no espaço.”

7 -Dream Theater – “Disappear”
“Eles trazem uma imagem sombria com está música. A atmosfera dela faz com que uma lágrima sempre role quando ouço.”

8 – Rainbow – “Gates of Babylon”
A ponte por si só pertence a essa lista. Lindos acordes. A mente voa…

9 – Ghost B.C. – “Genesis”
“A última faixa do álbum de estreia deles, você se sente em uma viagem sem volta no pelo espaço.”

10 – Avenged Sevenfold – “Fermi Paradox”
“Está música tem muitas perguntas, como, se a vida fora do nosso planeta existe, onde está?”

11 – Soundgarden  – “Black Hole Sun”
“Está música tem acordes maravilhosos que poderiam ter sido feitas para um álbum dos Beatles. O Chris brilhou nesta música.”

12 – Beethoven – “Moonlight Sonata”
“De longe são os acordes mais emocionantes que já tive o prazer de ouvir. Sempre que viajamos eu escuto essa música, na decolagem e no pouso, olhando o horizonte. Se voamos de noite enquanto a lua está no céu, também dá para ir longe enquanto ouço está música.”

13 – Elton John – “Rocket Man”
“O pensamento de deixar este mundo e ir explorar novas fronteiras, deixando para traz as pessoas que ama é de quebrar o coração.”

14 – Pink Floyd – “Shine on You Crazy Diamond Parts 6-9”
“Está é uma reprise de outra música perfeita, mas o jeito que eles mudaram os elementos e introduziram algo mais sombrio, me faz viajar todas as vezes que ouço.”

15 – David Bowie – “Space Oddity”
“Outra história esmagadora. Major Tom perdido para sempre no espaço e com ele um pedaço de cada um de nós.”

16 – Avenged Sevenfold – “Exist”
“Escrevemos está música sobre o Big Bang, a reflexão humana e sobre o futuro. Se está música não pudesse estar em uma playlist sobre espaço, eu não sei mais onde ela estaria.”

“Fazia tempo que não tínhamos que conquistar uma plateia que normalmente é hostil.” M. Shadows

Postado por Thammy Sartori - 25/07/2017 - Sem comentários

Em entrevista para a revista Metal Hammer, M. Shadows e Synyster Gates contam sobre o relacionamento entre os integrantes da banda, o que pensam enquanto estão compondo, o lançamento surpresa do álbum ‘The Stage’ e sobre as músicas do ‘The Stage Experience’.

Confira tradução completa:

“Meu café da manhã favorito é definitivamente o inglês,” diz M Shadows a caminho de um hotel luxuoso em Manhattan. “Vamos fazer essa entrevista comendo esse café da manhã!”
O tom do vocalista do A7X está jovial e relaxado hoje, como se ele não tive com o que se preocupar. É surpreendente, considerando que sua banda teve de cancelar um show com o Metallica na Filadélfia, que era o segundo show da turnê World Wired. Após a primeira apresentação das bandas, em Baltimore, Synsyter Gates teve de voltar para casa pois sua esposa, Michelle, entrou em trabalho de parto pré-maturo.
“Baltimore foi um show incrível! E pensamos ‘nossa, isso vai ser foda’. E aí: não. Isso foi um belo soco no estômago porque tinha 52.000 pessoas com ingressos. E muitas dessas pessoas compraram os ingressos com o pacote completo, e então elas ficam chateadas e você não pode fazer nada por elas, pois no ingresso não tem o seu nome.
Isso até poderia ter causado uma super discórdia entre a banda, mas foi o contrário. Não só o A7X é uma banda de amigos muito próximos, como Synyster Gates e M.Shadows são cunhados. “Ainda bem que tenho meus melhores amigos nessa banda,” diz Gates no dia seguinte no camarim do show em Nova Jersey. Eles não me fizeram sentir nenhum pouco culpado por dizer ‘preciso cancelar o show com o Metallica, caras.’ Eles me olharam e disseram, “Vai logo, porra! Vá se tornar pai!”. Créditos ao Metallica também, eles me apoiaram muito. James veio aqui há um segundo para me parabenizar – os caras exalam classe e nós aprendemos demais com eles. Somos muito sortudos de passarmos esse tempo juntos.” No cantinho do camarim, Shadows está fazendo aquecimento vocal.
Não é nenhuma surpresa que há tanta solidariedade entorno do Avenged Sevenfold. Após o falecimento de Jimmy “The Rev ” Sullivan, eles estão ligados a um laço emocional muito forte, o que os fizeram seguir seus caminhos nos seus próprios termos. Um grande exemplo é o sétimo álbum da banda, “The Stage” que elevou o estilo da banda a um metal mais progressivo e orquestral.
“Uma coisa que amo nessa banda é que não temos medo. A última coisa que passa pela nossa cabeça é escrever algo que o público irá gostar. A gente apenas escreve o que nós queremos.”
Essa atitude se estende em todos os aspectos relacionados a banda. O lançamento de “The Stage” teve um ato ousado quando o vocalista do Fozzy, Chris Jericho, fingiu que deixou escapar informação sobre o então álbum “Voltaic Oceans”, com lançamento para dezembro. Assim, quando a banda realmente lançou seu álbum mais cedo do que a data “vazada” por Chris, todos foram pegos desprevenidos. Eles foram a primeira banda de metal a fazer um lançamento surpresa, com uma apresentação ao vivo no topo da gravadora. Como resultado, o álbum vendeu 76.000 cópias na primeira semana. Parece bastante. mas para o A7X , esse foi seu menor número numa década e eles não se importam com isso.
“Eu realmente não ligo pra isso. Na verdade, se você começar a ligar pra isso, tudo desmorona. Sabíamos que se não lançássemos de surpresa, teríamos um número diferente. Às vezes no fundo do seu cérebro você pensa “Foda-se”. Nós subestimamos tudo que empurra música as pessoas, todos foram pegos desprevenidos. As rádios não queriam pegar o “The Stage” porque diziam que não era novidade mais, as revistas não queriam fazer resenha do álbum, pois eles já tinha sido lançado. Essas são coisas que nunca pensamos antes, a gente só queria que fosse divertido. “Todos perguntando se mudaríamos alguma coisa” diz Gates no dia seguinte, “e a resposta é ‘Não, mas talvez’.” Pra gente, a recepção do álbum foi incrível. Lançar uma música de 9 minutos foi a coisa mais inteligente a fazer? Talvez não, mas temos a consciência de que, pra gente, era o certo a ser feito e ainda há mais sete músicas para serem lançada que foram gravadas na mesma época que “The Stage” estava sendo gravado. Elas estarão disponível aos poucos para os fãs. Shadows não quer dar muita informação sobre elas, preferindo manter os elementos sob sigilo, mas ele demonstra estar empolgado por entregar mais agrados inesperados. “Fizemos seis covers e uma música que simplesmente não se encaixava no álbum. Até o final do ano, haverá 18 faixas que chamamos de The Stage Experience”, conta Matt.
Ao fazer as coisas dessa forma, a banda pretende promover o álbum até 2019. “Nós tocamos nosso primeiro show nos Estados Unidos há três semanas. O álbum lançou não faz um ano. É tudo muito complicado” diz Shadows.
Mesmo sendo complicado ou quais sejam os números finais, o A7X está apoiando o Metallica. Então, estão fazendo algo certo. Eles não podem usar o mesmo palco que criaram para a turnê na Europa e Reino Unido, mas isso não os incomoda. O show começa e está dia ainda e tudo que eles têm é um efeito pirotécnico atrás deles. Eles sequer tem seus nomes no banner. Acontece que eles não precisam. Do momento que eles sobem ao palco, eles ficam muito confortáveis, não importa se é uma grande arena ou se os gigantes do metal vão tocar depois deles. “É um ato de humildade” diz Gates. É uma energia diferente tocar para todos aqueles fãs que não são seus, mas é inspirador pois você se dá conta que não se pode acomodar e que há muita estrada pela frente. Você tem que curtir todo o processo e colocar 110% do seu coração em tudo que faz.”
Shadows diz que tem que se confiar na música. “Fazia tempo que não tínhamos que ir até lá, tocar durante o dia e conquistar uma plateia que normalmente é hostil. É algo legal de fazer, algo que nos trouxeram aqui, que é trabalhar duro. Transformar descrentes em crentes. Mostrar a eles que podemos tocar e que pertencemos àquele lugar. A gente acredita demais que pertencemos àquele lugar.”
Isso é muito claro durante o set, principalmente durante a canção Nightmare, que a platéia canta em coro. A banda recebe o triunfo e todos aproveitam muito, menos Gates. “Depois do show, voo direto pra casa. Não pretendo ficam muito bêbado como provavelmente ficaria após um show do Metallica, talvez eu beba apenas um vinho branco no caminho…ou dois. Talvez três.”
Ele esboça um sorriso feliz. E porque não estaria feliz? Ele agora é pai, sua banda está tocando com o Metallica e seus planos de dominar o mundo estão se concretizando. Um café da manhã após o outro.

Tradução: Paula Quissack

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    12/01 – Nashville, Tennessee
    14/01 – Grand Rapids, Michigan
    16/01 – Reading, Pensilvânia
    17/01 – State College, Pensilvânia
    19/01 – Quebec, Canadá
    21/01 – Ottawa, Canadá
    22/01 – Hamilton, Canadá
    24/01 – Green Bay, Wisconsin
    25/01 – Peoria, Illinois
    27/01 – Sioux Falls, Dakota do Sul
    29/01 – Tulsa, Oklahoma
    31/01 – Biloxi, Mississippi
    02/02 – North Little Rock, Arkansas
    03/02 – Evansville, Indiana
    06/02 – Wichita, Kansas
    08/02 – Lincoln, Nebraska
    09/02 – Cedar Rapids, Iowa
    11/02 – Fargo, Dakota do Norte
    12/02 – Winnipeg, Canadá
    14/02 – Saskatoon, Canadá
    15/02 – Edmonton, Canadá
    17/02 – Vancouver, Canadá
    28/04 – Jacksonville, Flórida
    01/06 – Nürburg, Alemanha
    03/06 – Nurembergue, Alemanha
    08/06 – Leicestershire, Inglaterra
    28/06 - Madrid, Espanha
    30/06 – Madrid, Espanha

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