“Ninguém consegue te ensinar como é estar em uma banda” – Synyster Gates

Postado por Thammy Sartori - 23/07/2017

Em entrevista para “The Star”, Synyster Gates contou sobre o convite do Metallica para participar de sua turnê, como ele realmente se sente em questão ao álbum ‘The Stage”, se ele entrou no mundo da música por conta de seu pai e como foram os anos antes do sucesso da banda.

Confira tradução:

O convite inesperado do Metallica para sair em turnê com eles, fazendo os cinco integrantes abandonarem a promoção do seu próprio cd ‘The Stage’, após a produção e o grande investimento que tiveram no palco. Aceitando o convite deles, dependendo do ponto de vista, a banda abandonou os esforços para chegar ao topo, como fizeram em 2010 com Nightmare e 2013 em Hail to the King.

Porém o guitarrista, Synyster Gates, diz que a banda não está se importando com isso.

“Bem, tem aquela consideração que você chega a um ponto quando você é headliner, mas certamente não fazemos shows em estádios ainda” diz Synyster Gates em nome dos outros integrantes da banda.

“Nós achamos que este convite foi sensacional e não queríamos deixar essa oportunidade, de tocar com nossa banda favorita, passar. São ótimos amigos que tem sido tão legais conosco durante anos. Estamos honrados que a primeira escolha deles foi o Avenged Sevenfold. Então para mim, é um pequeno sacrifício a se fazer, no qual eu não estou sentido que seja, estou me divertindo muito.”.

O Avenged Sevenfold está tendo um tempo limitado de 74 minutos no palco, já que a turnê é do Metallica, até a banda voltar com sua própria turnê.

Produzido por Jose Barresi, o álbum (The Stage) é provavelmente o que tem mais aventuras, já que as músicas combinam elementos de rock progressivo, metal e trash, nanobots em Paradigm, a teoria do Big Bang em Exist, a política americana em GodDamn e para os que não acreditam que exista vida extraterrestre, tem a música Fermi Paradox.

Alguns rotularam The Stage como um álbum conceitual, mas Gates prefere chamar de ‘temático’.
“Há muitos temas para ele e eu acho que eles se entrelaçam de alguma forma, mas menos de um tipo de conceito é melhor do que ter apenas um tema futurístico,”

É exatamente no que estávamos nos aprofundando, lemos muito sobre o espaço e ciência (Só posso falar sobre mim), coisas como ‘Entrepreneur Magazine’ e livros que focam em computação quântica, inteligência artificial, impressão 3D, longevidade humana e um pouco de tudo sobre coisas diferentes. À medida que você vai ficando velho e começa a beber mais café do que necessário, você começa a falar um pouco mais sobre assuntos de gente grande.

Então esses tópicos dominavam nossas conversas diárias enquanto estávamos reunindo material para o álbum.

Eu meio que equiparo The Stage ao álbum Pinkerton do Weezer, já que sou um grande fã da banda e o álbum é totalmente louco e neurótico. Só que ele mostra exatamente como a banda é, a mesma coisa acontece com o The Stage, isso é quem somos. Não consigo nos imaginar fazendo algo mais legal ou melhor do que fizemos no The Stage, e eu sinto que demos tudo de nós.”

O álbum também conta com a presença de Neil deGrasse Tyson, um astrofísico e apresentador de TV, que entrega um monólogo que te faz pensar e é super esperançoso na última faixa do álbum, Exist.

Gates diz não ter certeza se o Tyson chegou ouvir a música do Avenged Sevenfold.

“Eu duvido que ele seja fã da banda, mas nunca se sabe. Ele é um cara muito legal e gosta muito de ensinar as pessoas – o que é ótimo – é muito altruísta, quase um filantropo.

Acho que nós estávamos levando nosso trabalho tão a sério, feito nossa lição de casa e estávamos apaixonados na ideia de apelar para ele. Não acho que ele se prejudicou por conta do gênero da música, ele só queria que aquilo ficasse autêntico. – Eu espero e acredito que ele tenha sentido que era – ficamos muito honrados em tê-lo e pelo fato que ele levaria esses roqueiros bêbados ter uma obra prima para fechar o álbum, é o mais longe pensei em chegar.”

Uma nota: O pai do Gates é guitarrista, comediante e autor, já trabalhou com ‘Sam Sham And The Pharaohs’, ‘Norman Whitfield’ e o ventríloquo ‘Jeff Dunham’ e também fez participações nos últimos seis álbuns da banda.
Gates já recebeu alguma dica de negócios de seu pai durante sua carreira na banda?

“Eu não colocaria assim, eu sempre soube que queria ser musicista por causa dele. Não tinha duvida alguma que eu faria o que o meu pai fez, mas isso não era algo tipo ‘negócio da família’.

Eu não acho que alguém consiga te ensinar como é estar em uma banda. Os primeiros anos da banda é algo único, você não consegue acreditar que passou anos em uma van ou na merda de um carro, comendo – se com sorte – um dollar por dia e dividindo um “Taco Bell Burritos’ em três refeições, – café da manhã, almoço e janta – Isso tudo em um dia bom. Você fica rapidamente sem dinheiro, mas éramos jovens e roubamos muita cerveja e bebidas quentes, mas finalmente chegamos lá!”

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Turnê


    12/01 – Nashville, Tennessee
    14/01 – Grand Rapids, Michigan
    16/01 – Reading, Pensilvânia
    17/01 – State College, Pensilvânia
    19/01 – Quebec, Canadá
    21/01 – Ottawa, Canadá
    22/01 – Hamilton, Canadá
    24/01 – Green Bay, Wisconsin
    25/01 – Peoria, Illinois
    27/01 – Sioux Falls, Dakota do Sul
    31/01 – Biloxi, Mississippi
    02/02 – North Little Rock, Arkansas
    03/02 – Evansville, Indiana
    06/02 – Wichita, Kansas
    08/02 – Lincoln, Nebraska
    09/02 – Cedar Rapids, Iowa
    11/02 – Fargo, Dakota do Norte
    12/02 – Winnipeg, Canadá
    14/02 – Saskatoon, Canadá
    15/02 – Edmonton, Canadá
    17/02 – Vancouver, Canadá

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