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Guitar Center entrevista M Shadows

M Shadows está na capa da edição Live Recording de Julho da Guitar Center. Na entrevista, Shadows fala sobre vários assuntos abrangendo o novo álbum, como o quão desafiador foi o processo de composição, as diferentes influências de sonoridade, como ele cuida de sua voz tanto na gravação quanto para os shows, detalhes sobre seus vocais nas faixas e muito mais. Se você está ansioso para saber como o novo álbum soará, com certeza ficará muito mais após ler essa entrevista. Neste link você pode conferir algumas fotos exclusivas de Shadows (cortesia do DeathbatNews.com). Leia a seguir a tradução na íntegra:

Se uma coisa fica clara de uma conversa com o M Shadows, é que o Avenged Sevenfold nunca teve medo de ir onde os instintos deles os levavam, de chegar ao ponto de “resetar” o som da banda, sem ligar para as consequências.

 

A jornada do próximo álbum tem sido desafiadora para o A7X, assim como o processo criativo deles nunca foi acionado para simplesmente ser voltado para o próximo álbum. “Primeiro de tudo”, diz M Shadows “Nós não escrevemos um álbum até que ele venha para nós. Nós não sentamos lá e ficamos procurando por isso, pois é algo que você não pode procurar. Você tem que simplesmente senti-lo e dizer ‘Sabe de uma coisa? Esse ultimo álbum não nos representa mais. É hora de fazer o que sentimos nesse momento’. Por isso que demoramos três anos e meio para lançar um álbum.”

 

Parte do álbum é simplificar a abordagem da banda, aparando a harmonia que soava o Nightmare: “Durante nossa carreira, nós tivemos diferentes coisas que nos inspiraram”, diz Shadows. “Nesse álbum, nós queremos algo cru, puro, riffs orientados – com mais groove. Para nós isso é um desafio, porque é fácil para nós falarmos ‘Bem aquela melodia soaria bem aqui, e joga esse fundo de vozes pra cá, e aqui essa harmonia…’ Nós tivemos que nos limitar de fazer aquilo, para mantê-lo bem rock, o que era nosso objetivo e conseguimos isso com certeza. Mesmo no estúdio, nós estamos tentando essas coisas tipo ‘Harmonia ficaria fantástico aqui’ e percebemos que o torna muito bonito. Nós pensamos ‘Vamos manter isso do jeito que ele é – apenas metal puro, um álbum foda.’ Então é isso que temos feito”.


Seguindo o conceito deles, significa descartar o material já escrito e em certo sentido, partir do zero. Shadows tem uma palavra para descrever o processo: “Torturante”, ele ri. “O processo de composição foi torturante. Nós estávamos tentando ir para esse lugar, e é muito fácil você cair no que estava antes, sabe? Você tem seis ou sete músicas profundas e você pensa ‘Ok, bem, seria legal eu voltasse um pouquinho e manter um pé no antigo, um pé no novo.’ Nós não nos permitimos isso. Falamos ‘Não, vamos ficar com essa visão. Vamos manter a escrita nesta mentalidade e vamos terminar esse álbum’. Então no fim do dia, era um pedaço de como nos sentimos nesse momento e não estamos tentando sossegar ninguém”.


Essa não vai ser a primeira vez que o A7X tem abordado a música por um ângulo diferente, e para Shadows, não é a música que é surpreendente. “Em todo álbum que fazemos, eu fico surpreso que os fãs ficam tão surpresos”, ele diz. “É como se todo álbum fosse muito diferente para nós. O pulo entre Waking The Fallen e City Of Evil foi enorme. Fomos de uma banda punk hardcore para uma do estilo ‘metal europeu com vocais de metal americano’. E o pulo depois disso foi mais para um álbum ‘groove’. Estava em todo lugar com músicas como “A Little Piece Of Heaven”. Em Nightmare, nós fomos mais afinados e dissemos ‘É isso que nós vamos fazer’. Neste, jogamos tudo pela janela novamente e dissemos ‘não, nós vamos seguir em frente e fazer isso’. Como eu disse, tudo vem de um ponto orgânico. Nós apenas não podemos escrever os mesmos álbuns e estarmos felizes com nós mesmos.”


“Então, para mim, eu estou tão concentrado nisso agora que não parece tão diferente. Mas eu sei que é, porque era diferente quando começamos. Eu lembro que quando City Of Evil saiu, eu pensei ‘Oh, a diferença não é tão grande assim’. Nós o lançamos e os fãs estavam tipo, ‘O que vocês estão fazendo?’. Eu não esperava isso, porque eu fiquei tão envolvido. Eu estou envolvido nisso agora, então eu não acho que seja grande coisa, mas eu ainda acho que detona. Se as pessoas o escutarem – colocar em seus carros e o escutarem – eu acho que é ótimo.”


Para o vocalista do A7X, e assim como o resto da banda, parte do processo de gravação é manter seus instrumentos em melhor forma possível. De certa forma, é mais trabalhoso, a partir do momento em que ele não pode simplesmente trocar uma corda ou substituir um tubo se algo quebrar. Então ele treina seriamente, como um atleta profissional. “Eu tenho treinado com Ron Anderson há anos e eu ainda treino com ele. Basicamente, você tem que cuidar da sua voz, especialmente quando você está na estrada todo dia, mas o mesmo se aplica ao estúdio. Você tem que beber bastante água, não falar muito e, sim, ir e fazer seus aquecimentos. Eu faço um aquecimento de uma hora, e então eu canto algumas músicas do Elton John – ‘Funeral For a Friend’ e ‘Candle In The Wind’ – porque elas têm muitos agudos e graves e isso aquece a voz. Então eu faço isso, e então começo a cantar heavy metal. É perfeito. Você começa sutil e então vai aumentando. É como correr uma maratona ou levantar pesos. Você começa aos poucos e uma vez que seu corpo está acostumado, você pode pegar mais pesado.”


Desde que a ênfase do novo projeto está no som mais cru e básico, preparação é mais importante que nunca. “Sabe”, devaneia Shadows, “quando você está crescendo, você tenta fazer todas essas coisas. Nós sempre tivemos influências diferentes, como Queen, que tem muito vocal de apoio. Nós temos tentado diferentes técnicas para obter uma grande construção sonora para certos vocais. Uma coisa que eu gosto de fazer é duplicar todos os meus vocais graves e transformá-los para fazer um efeito legal, meio ecoado e reverberado, mas nesse novo álbum estamos fazendo tudo sobre uma pessoa, uma voz, sem vocais sobrepostos e muito mais o que é essencial – é apenas eu e um microfone tentando soar o mais forte e poderoso possível. Todo álbum tem uma abordagem diferente, mas esse

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álbum para a gente – o novo álbum – é todo sobre… aquilo que quando você ouve AC/DC, você ouve apenas uma voz. Quando você ouve Metallica, há apenas uma voz. Não tem um monte de merda em volta. Não é nada floreado. Então essa foi a nossa abordagem nesse álbum.”


Para qualquer vocalista, especialmente no metal, o microfone certo é a maneira de alcançar os ouvidos do público entre as linhas de guitarra e bateria. Enquanto as gravações atuais usam um raro e antigo Telefunken M 250, dos anos 50, os álbuns antigos foram todos feitos com o condensador Bottle, da Blue Microphone, de acordo com Shadows. E embora ele diga que é bem tranquilo em escolher microfones, ele tem desenvolvido algumas preferências. “Para cantar ao vivo eu prefiro o Audio-Technica 4100”, ele diz. “É o que o nosso técnico de áudio sente que é o melhor para minha voz. Minha voz é muito rouca então é difícil de eu conseguir mesclar sem ser muito alto ou fazer minha garganta queimar. Aquele microfone pode tipo, valorizar minha voz vivo.”


Antes de voltar ao estúdio e “ouvir guitarras o dia todo”, como ele disse, Shadows passa um tempo refletindo em momentos importantes da carreira dele. “Acho que meu melhor momento musical provavelmente foi tocar com o Metallica”, ele diz. “Eles são nossos heróis. Nunca tive problema expressando o quanto devemos a essas bandas como Metallica, Maiden e Guns N’ Roses. Quando o Metallica nos chamou e nos convidou para tocar com eles…” ele sorri. “É algo legal tocar com o Metallica em qualquer lugar. Digo, qualquer lugar que você tocar com eles terá milhares de pessoas assistindo, especialmente se for internacional, então é sempre uma boa hora pra ficar lá no palco e você só que se beliscar porque é tão legal.” Qualquer banda com a chance de abrir para o A7X na sua próxima turnê, provavelmente se sentirá do mesmo jeito.

Tradução: Paula Quissack e Jessie Lage

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