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M. Shadows concede entrevista à Rolling Stone do Oriente Médio

Muito aconteceu a M. Shadows (também conhecido como Matt Sanders) nos 13 anos que se passaram desde que ele co-fundou o Avenged Sevenfold. Durante esse tempo, a banda lançou cinco álbuns de estúdio contendo um frenético hard rock, viajou pelo mundo – embora seu próximo show em Abu Dhabi, no próximo dia 4 de maio, seja a primeira vez deles nos Emirados Árabes Unidos – e sofreu uma perda que poderia acarretar o fim da banda: em dezembro de 2009, o membro fundador da banda Jimmy “The Rev” Sullivan foi achado morto devido à uma overdose acidental, e o baterista do Dream Theater, Mike Portnoy, apareceu para ajudá-los a terminar o quinto disco, Nightmare. Shadows faz check-in em L.A. para dar início à última turnê da banda, deste último álbum.

O que levou vocês a marcarem um show no Oriente Médio?
Havia alguns lugares no planeta que não fomos durante a turnê Nightmare. Fomos ao Iraque e ao Kuwait para tocar para as tropas americanas, mas não pudemos tocar para as pessoas no Oriente Médio. Então quando decidimos passar pela Ásia, decidimos que seria legal ir até o Oriente Médio e tocar em Abu Dhabi. É sempre ótimo ir e tocar para as pessoas que nunca te viram. Isso em si faz valer à pena ir tocar lá.

Que tipo de show nós podemos esperar?
Vamos tocar todas as favoritas. Não vamos seguir o set à risca, já que muitas pessoas nunca nos viram tocar antes. Tenho certeza que nossos produtores estão tentando levar todas as estruturas para lá, e aí a gente vai poder explodir algumas coisas. Vamos fazer um grande, clássico show de rock.

Você grita menos ultimamente. Isso irá afetar a set list?
Qualquer que seja a música, eu canto exatamente do jeito que é tocada. Então as coisas do Waking The Fallen, algumas do City Of Evil, God Hates Us do álbum novo, são músicas que definitivamente serão gritadas. Houve um tempo em que eu cortei toda essa coisa de gritar, quando eu estava tentando me recuperar da cirurgia na garganta. Mas agora está tudo certo e funcionando 100%.

Após a morte do The Rev em 2009, vocês consideraram acabar com a banda. O que os fizeram decidir que iriam continuar?
O tempo ajuda a curar tudo, e uma coisa que nós não queríamos acabar, era o legado do Jimmy por terminar com a banda. Nós amamos demais a música. Sentimos que os primeiros 11 anos do Avenged Sevenfold serão sempre os 11 anos que serão guardados no fundo dos nossos corações. Mas precisávamos seguir em frente. Acabar com o Avenged Sevenfold seria um fracasso completo. Somos todos melhores amigos e amamos tocar música juntos, e enquanto isso continuar, a banda não irá acabar.

Como foi trabalhar com Mike Portnoy?
Na época nós éramos apenas quatro caras que estavam com o coração partido. Sabíamos que precisávamos continuar com as gravações e Mike foi o cara que realmente salvou a gente. Sentimos que foi muito apropriado que um dos bateristas favoritos do Jimmy tenha aparecido e tocado as partes dele. Se o Jimmy está em algum lugar lá em cima, saber que Mike Portnoy apareceu e segurou as rédeas por um tempo, e tocou as partes de Jimmy numa música que ele escreveu… foi épico, foi sincero, e foi muito comovente. Agradecemos muito ao Mike.

Gostaria de trabalhar com ele novamente?
Mike estava nos ajudando a juntar os cacos novamente. Nunca foi uma solução a longo prazo. Então você pergunta como um membro permanente do Avenged Sevenfold? Não. Mas em outras circunstâncias, nós adoraríamos tocar com ele de novo.

Então o novo baterista, Arin Ilejay, é um membro permanente da banda?
Essa questão está em andamento porque ainda não escrevemos com ele. Quando escrevemos algo novo, nós precisamos saber se ele pode contribuir e trazer sua habilidade e estilo na bateria, e isso é algo que funciona bem com a gente. E se ele conseguir fazer isso – o que eu espero que faça porque nós amamos aquele garoto – então ele será um membro permanente.

Você concorda com os comentários de Dave Grohl no Grammys sobre a importância de não fazer tudo perfeito digitalmente?
Acho que é diferente para todos os tipos de música. Acho que esse discurso todo sobre “como tudo tem que ser real” é bobo. Acho que bandas de metal soam de um jeito, bandas de rock ainda soam diferentes, e música pop ainda soa de outro jeito. Acho que não existem muitas bandas de rock por aí. Foo Fighters é uma ótima banda, há bandas como System Of A Down e Metallica que são ótimas também. Mas o excesso de rock que costumava existir, não existe mais. Não há Led Zeppelin, nem Pink Floyd, nem Aerosmith. Não há bandas novas fazendo isso. Acho que se o rock e músicas “não-digitalizadas” forem ganhar respeito, então as pessoas deviam escrever músicas melhores, e parar de escrever para as rádios. Para uma banda como a nossa, eu concordo com o que ele disse, mas não serve para todo mundo.

Tradução: Jessie

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